Relação dos dentes com a saúde mental

A Conexão entre saúde bucal e mental

A ligação entre saúde oral e mental é difícil de ignorar. 

A explicação mais óbvia para a ligação vem dos efeitos comportamentais do estresse, depressão e ansiedade. Pessoas com essas condições às vezes perdem o foco nos hábitos de saúde bucal, o que pode levar a problemas dentários significativos.

A depressão, por exemplo, pode fazer com que as pessoas escovem e passem fio dental em intervalos irregulares, pulem as visitas ao dentista, façam dietas não saudáveis, se automediquem e abusem do fumo.

Biologicamente, a depressão e a ansiedade causam vários fatores que afetam a saúde bucal. O estresse que eles criam se manifesta no corpo como um hormônio chamado cortisol. Conforme os níveis de cortisol aumentam, o sistema imunológico fica mais fraco. Isso pode deixá-lo vulnerável a problemas bucais, como inflamação das gengivas (gengivite) e doenças gengivais (periodontite). Além disso, medicamentos prescritos para depressão e ansiedade podem causar boca seca. Essa falta de saliva pode significar que restos de comida, placa bacteriana e bactérias não são removidos dos dentes com facilidade, o que pode facilitar a formação de cáries.

A ansiedade, em particular, tende a estar associada a diversos problemas de saúde bucal. Se você tem ansiedade, fica mais suscetível a aftas, boca seca e ranger de dentes (bruxismo). Assim como acontece com a depressão, esses problemas podem ser atribuídos à falta de higiene bucal ou aos efeitos colaterais da medicação para ansiedade.

Continue lendo para aprender mais sobre a interconexão entre saúde bucal positiva e saúde mental, e por que – mesmo em meio a uma pandemia – é importante manter as consultas odontológicas de rotina.

Explorando a relação entre odontologia e saúde mental

A relação entre saúde geral e saúde mental é cíclica. Essencialmente, as evidências demonstram que os pacientes com problemas de saúde mental têm menos probabilidade de cuidar adequadamente de sua saúde física. Alternativamente, aqueles com saúde física prejudicada podem negligenciar sua saúde emocional e mental. Em ambos os cenários, o corpo pode ficar privado de nutrição, atividade e hábitos saudáveis ​​necessários para promover uma saúde física e mental positiva. Por sua vez, a autoimagem, a autoestima e o valor próprio de um indivíduo também são afetados.

Aqui está o que a pesquisa sugere sobre como as doenças mentais podem levar a problemas de saúde bucal:

  • A depressão está associada a um maior abuso de álcool, cafeína e tabaco, o que pode causar erosão e cárie dentária.
  • A depressão pode causar autonegligência, o que geralmente resulta em má higiene oral, doenças gengivais e consequente cárie dentária.
  • O transtorno bipolar costuma causar escovação excessiva que pode danificar as gengivas e causar abrasão dentária, lacerações da mucosa ou lacerações gengivais.
  • Os ácidos do vômito tornam os pacientes com transtornos alimentares mais suscetíveis à cárie dentária.
  • Os efeitos colaterais dos medicamentos antipsicóticos, antidepressivos e estabilizadores de humor podem incluir uma maior suscetibilidade a infecções bacterianas orais.

Aqui está o que sabemos sobre como a má saúde dental pode levar a problemas de saúde mental:

  • A má saúde dentária afeta a fala, o que pode causar ansiedade social significativa. Da mesma forma, o mau hálito pode exacerbar a ansiedade social.
  • Pacientes com doença mental têm 2,8 vezes mais chance de perder todos os dentes, afetando a aparência física, a autoestima e a autoimagem.
  • Da mesma forma, pacientes com doenças mentais apresentam taxas estatísticas mais altas de cárie dentária e dentes perdidos, o que afeta a aparência física e a autoimagem.

Embora mais e mais notícias tenham revelado como o coronavírus afetou a saúde mental da população – aumentando o estresse, a ansiedade, as condições de saúde mental pré-existentes -, relatórios mais recentes destacam os efeitos da pandemia em relação à saúde bucal.

De acordo com uma pesquisa dentária conduzida pela American Dental Association (ADA), houve um aumento de 59,4% no bruxismo (ranger de dentes), 53,4% de aumento nos dentes lascados e quebrados, 53,4% nos sintomas de disfunção temporomandibular (ATM), 26,4 % de aumento na cárie dentária (cáries), com a doença periodontal aumentando em 29,7%. Essas estatísticas e relatórios adicionais ajudaram a revelar que não apenas as visitas de rotina ao dentista devem continuar, mas também são consideradas tão seguras quanto essenciais.

Como prevenir problemas de saúde mental e oral

Tenha como prioridade manter a higiene bucal e a sua saúde mental. 

Aqui estão algumas dicas que você pode seguir para manter seus dentes e gengivas saudáveis:

  • Escove os dentes duas vezes ao dia com creme dental com flúor; 
  • Limpe entre os dentes com fio dental duas vezes ao dia;
  • Pare de fumar;
  • Reduza o uso de álcool ou pare de beber álcool; 
  • Reduza o consumo de alimentos e bebidas açucaradas; 
  • Consulte seu dentista regularmente; 
  • Tenha uma dieta saudável e balanceada. 

Como gerenciar sua saúde mental

Você pode tomar medidas ativas para melhorar sua saúde mental e bem-estar, aqui estão algumas delas: 

Exercício. A atividade física não é boa apenas para o corpo, mas também para a saúde mental. O exercício pode aumentar sua autoestima e pode alterar as substâncias químicas em seu cérebro para ajudar a melhorar seu humor.

Conecte-se com outras pessoas. Bons relacionamentos lhe dão um sentimento de pertencimento, ajudam você a encontrar apoio e a aumentar sua autoestima. 

Pratique a atenção plena. Reserve um tempo para diminuir o ritmo e perceber seus sentimentos e os sons, cheiros e paisagens que o cercam ao longo do dia. Treinar sua mente para estar no momento presente pode ajudá-lo a se sentir calmo e focado e pode lhe dar uma sensação de bem-estar.

Nunca é demais enfatizar a importância de manter as consultas odontológicas de rotina. As limpezas e exames regulares não só ajudarão a fornecer uma base para uma saúde bucal positiva, mas também lhe darão uma garantia adicional de estimular o equilíbrio em sua saúde mental, além de diagnosticar possíveis doenças relacionadas ao sono como apneia do sono e bruxismo.

Para o diagnóstico um exame clínico deve ser feito e incluir uma minuciosa anamnese direcionada para as queixas de ronco, relato de paradas respiratórias e sonolência excessiva. Além da avaliação clínica detalhada para fazer um diagnóstico e determinar o nível da doença é necessário fazer um exame, e conforme as recomendações da Sociedade Americana dos Distúrbios do Sono (ASDA), a POLISSONOGRAFIA é o método de escolha para o diagnóstico das alterações relacionadas ao sono.

O Exame do Sono Biologix é uma polissonografia tipo 4 remota com polissonogramas, específica para a avaliação do ronco e apneia do sono, com canais de saturação de O2, frequência cardíaca, actimetria e ronco (usando o microfone do celular) e validado clinicamente. Um exame para ser realizado em casa, simples e fácil de usar. Usado por profissionais da saúde para diagnóstico e tratamento da apneia do sono.  Na hora de dormir, basta colocar o sensor no dedo e iniciar o exame no App Biologix. Ao acordar clicar em concluir exame e imediatamente o resultado estará disponível no portal de exames

Além do diagnóstico, é possível acompanhar a evolução de tratamentos de apneia do sono, e o monitoramento remoto de sinais clínicos dos pacientes que tenham alguma doença crônica que necessitem de acompanhamento constante.

O diagnóstico da apneia obstrutiva do sono é simples é necessário! 

Conteúdo desenvolvido pela equipe da Biologix, empresa criada com o objetivo de revolucionar o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono (AOS), a fim de reforçar a importância e o impacto da apneia na qualidade de vida da população. 

 

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